Two Birds
I’ll believe it all
I’ll believe it all
Vamos reinaugurar o espaço com Leo Cavalcanti, um dos artistas mais reconhecidos e aplaudidos tanto por reles mortais (como eu, no caso) quanto por grandes nomes da música brasileira como Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto, Tulipa Ruiz, Fernanda Takai, Arnaldo Antunes, (o produtor) Kassin, e por aí vai…
Dono de uma voz limpa e singular, Leo tem nas cordas vocais um poderoso instrumento mas, como diria o site do jornal O Globo, “é a mente irrequieta que faz de ‘Religar’ uma ode vertical ao desconhecido – assustador e prazeroso – que há em cada um de nós”.
“O que me motiva é a necessidade de investigar a natureza humana. Passamos a vida nos apoiando em bengalas, sem nos realizarmos. E se não alcançamos o que queremos é porque, de alguma forma, não nos sentimos aptos para tal. Só nós mesmos podemos boicotar os nossos êxitos. Isso é duro de aceitar… Falo isso sabendo que também dependo desses desenhos da mente. Acreditamos demais nos nossos pensamentos, os tomamos como a realidade. Um mecanismo muito forte que nos leva a não questionar as nossas deduções. Isso é muito limitador. Podemos mudar isso” (Leo Cavalcanti)
De “Religar” explode uma exótica combinação de matizes sonoros, que perpassa o flamenco, a ancestral percussividade africana, o naipe de metais com tintas caribenhas, cordas, guitarras, programações eletrônicas, além de colagens sonoras com diálogos de filmes de Glauber Rocha, poemas de Fernando Pessoa e versos de Federico García Lorca. Em meio a tudo isso, as raízes da Música Popular Brasileira dão o tom. Da embolada de Jackson do Pandeiro aos sambas de Noel Rosa e Nelson Cavaquinho, da sutileza de Dorival Caymmi até a ousadia poética dos ícones tropicalistas, “Religar” é, sobretudo, uma usina de brasilidade. (trecho da matéria “Compositor Leo Cavalcanti estreia cercado de elogios com o disco ‘Religar’”, O Globo)
Pop metafísico? Pop transcedental? Ninguém ainda conseguiu definir o estilo de artista e não sou eu quem vai dar a cara a tapa agora! No entanto, uma coisa não podemos negar: é uma delícia.
Nossa… O último post foi em dezembro de 2009. Dezembro de 2009???? O que me fez parar de postar? Faculdades, trabalhos, loucuras, namoro, não sei.
Tranquei a História, comecei a trabalhar na Adusp, tô namorando a pessoa mais linda do mundo há um ano e dez meses, acabei o terceiro ano de jornalismo, ano que vem me formo.
Sabe o que não mudou? A minha paixão pela música brasileira. Só sei que ela nunca esteve tão presente em minha vida quanto hoje.
2011 chega ao fim e 2012 entra com tudo. Eu, a Laís, a Thamires e a Ayana (minhas queridíssimas amigas da Cásper e da vida) estamos começando a difícil tarefa de gravar um documentário.
“Desvendando o Phono 73 - Revivendo três dias de boa música brasileira esquecidos pela história”
Será que vai dar certo? Será que vamos conseguir as entrevistas? Nossas câmeras vão dar conta? Nosso formato vai ficar interessante? Todas essas perguntas martelam freneticamente a minha cabeça todos os dias, mas controle-se Flávia. Como diria a minha orientadora – “Acalme o seu coraçãozinho, querida!”. É isso.
O projeto pretende reviver, em forma de documentário, o festival de música brasileira realizado pela gravadora Phonogram nos dias 11, 12 e 13 de maio de 1973 no auditório do Palácio das Convenções do Anhembi (São Paulo). O público alvo são as pessoas que se interessem pela história brasileira, em especial, da música popular – (trecho retirado no nosso projeto de TCC, só para dar uma idéia do que pretendemos concretizar no ano que vem!)
E boa sorte nessa nova jornada! Vamos lá time!
Guillaume Yann Tiersen (Brest, 23 de junho de 1970) é um músico de vanguarda, multinstrumentista e compositor francês de origem judaica. Compondo para piano, acordeão e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.
Passou sua infância em Rennes, também na Bretanha, onde estudou violino, piano e regência orquestral. De formação clássica, encaminhou-se para o rock já na idade adulta. Nos anos 1980, junta-se a vários grupos de rock em Rennes. Em seguida, começa a escrever trilhas sonoras para peças teatrais e filmes como “A vida sonhada dos anjos” (1998), de Erick Zonca, “Alice e Martin” (1998), de André Téchiné e “O que a Lua Revela” (1999), de Christine Carrière. Discografia 1995 – La Valse des Monstres 1996 – Rue des Cascades 1997 – Bästard 1997 – Le Phare 1999 – Black Session (Live) 1999 – Tout est calme 2001 – L’absent 2001 – Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain 2002 – Music Planet 2 Nite Gotan e Tiersen 2003 – Adeus Lenin 2004 – Yann & Shannon 2005 – Les Retrouvilles 2006 – On Tour 2007 – On Tour (show do Brasil)
DISCOGRAFIA:
1995 – La Valse des Monstres
1996 – Rue des Cascades
1997 – Bästard
1997 – Le Phare
1999 – Black Session (Live)
1999 – Tout est calme
2001 – L’absent
2001 – Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain
2002 – Music Planet 2 Nite Gotan e Tiersen
2003 – Adeus Lenin
2004 – Yann & Shannon
2005 – Les Retrouvilles
2006 – On Tour
2007 – On Tour (show do Brasil)
Aqui vai a trilha sonora de Adeus Lênin!, um dos melhores CD`s: http://www.mediafire.com/?yd3gnve2mmw
Site oficial: http://www.yanntiersen.com
Myspace: http://www.myspace.com/yanntierseninprogress
*Informações retiradas do site: http://www.lastfm.com.br
Serge Gainsborg fez suas respectivas Jane Birkin e Brigitte Bardot gemerem e sugerirem as maiores fantasias lúbricas nos clássicos da chanson francesa pro mundo todo. O Two Virgins tem uma faixa que consiste basicamente de John e Yoko dizerem o nome um do outro, entre gemidos e respirações ofegantes. Mick Jagger botou Marianne Faithfull no bom caminho, por assim dizer, e Sister Morphine, encontrou uma voz.
A música é pródiga em exemplos bem sucedidos de produção/composição masculina registradas por vocais sensuais femininos.
Rica Amabis, Pupillo e Dengue foram além.Tiraram as mulheres da condição de musa por contingência. Mas sem perder a libido jamais. A formação do 3 na Massa (que conta com os membros da Nação Zumbi na cozinha) consegue ser a melhor novidade em se tratando de bandas paralelas dessa leva interminável de novos projetos pop eletrônicos. Suas influências formam uma colagem sonora e visual tão heterogênea quanto se consegue ser ultimamente na música contemporânea. Metais que lembram em muitos momentos a Orquestra Imperial, ou a excelente Vermute de Recife.
Atinge ao mesmo tempo um clima lúdico e sofisticado. Aqui cabe dizer, todos as formações no estilo “coletivo” atual – vide Moreno, Domenico, Kassin+ tantos!, esbanjam em barulhinhos, texturas, invencionices das mais prazerosas. As parcerias não podiam ter simbiose maior. Nas músicas disponíveis no Myspace, tem desde Thalma de Freitas, sub-aproveitada em novelas da Globo, mostrando sua elegância nada afetada e voz suave na faixa “O seu lugar”, até CéU, revelação de 2006, interpretando uma canção de Junio Barreto, “Doce Guia”. “Tatuí” merece um à parte. A hipnótica faixa escrita por Rodrigo Amarante ganha um ar de lolita na voz de sua namorada, Karine Carvalho. Como se não bastasse isso, pra deixar o ouvinte arfando e louco pra ouvir de uma vez o aguardado cd de estréia, Manara com sua safadeza à moda antiga ilustra a página da banda na internet.
Texto retirado do site: www.revistaogrito.com/page/2007/03/3-na-massa/
Myspace: http://www.myspace.com/3namassa
Download de 3 na Massa – Confraria das Sedutoras: http://mog.com/music/3_Na_Massa/3_Na_Massa
Criada por Fernando Catatau, o mestre da melancolia-psicodélica-hippie/rock-música nordestina, a banda Cidadão Instigado é um prato cheio para os ouvidos apurados de quem acompanha o novo cenário musical brasileiro. Os integrantes Fernando Catatau (voz, guitarra e teclado), Regis Damasceno (guitarra, guitarra sintetizada, violão e vocal), Rian Batista (baixo e vocal), Clayton Martin (bateria) e Kalil Alaia (técnico de som e efeitos) juntaram os seus conhecimentos musicais inusitados em Fortaleza há exatos dez anos e desde então vêm sendo reconhecidos nacionalmente através de premiações como o Prêmio Pixinguinha, recebido por conta do seu mais inédito projeto, “UHUU!”.
O terceiro álbum da banda (UHUUU!) foi lançado em setembro desse ano e foi produzido em estúdio, durante três meses, por eles mesmos. A obra traz um som orgânico e mais parecido com o tocado nos shows, marcando o primeiro registro em disco com a formação pós- “Método Túfo de Experiências”. Alguns consideram este álbum o “mais alegre e ensolarado da carreira discográfica do Cidadão Instigado” *. “O Nada”, “Ovelhinhas”, “Deus é uma Viagem” e primeiro single “Escolher pra quê?” fazem parte do repertório de onze músicas que compõe o CD *.
As músicas podem quase ser comparadas às expressões plásticas já que levam o ouvinte a uma reflexão a partir de uma imagem, “seja de um sujeito, que por ser um pouco diferente, leva consigo as marcas do preconceito, ou de um pobre, que pensa que colocando dentes de ouro, mesmo que falsos, vai se tornar mais bonito” – ilustra o site Catálogo. O cidadão instigado faz música do coração para pessoas que não se importam em chorar um amor perdido ou que simplesmente acreditam nas mudanças constantes. Música para ser vivida.
*Informações retiradas do site www.myspace.com/cidadaoinstigado
Para baixar “UHUUU!”: http://www.mediafire.com/?dvtttyuym2y

Nos créditos do CD De Amor e Mar, que a revelação Ligiana lança em temporada a partir de hoje no Buchanan”s Lounge, chama atenção a quantidade de locais em que ele foi gravado: São Paulo, Brasília e Paris, num total de cinco estúdios. Depois de contar sua longa trajetória, a cantora dissolve a dúvida do repórter: “Foi um CD feito aos poucos, com muita luta.” Não era o que parecia diante dos parceiros que abrilhantam seu “filhinho”.
Hamilton de Holanda, Tom Zé, Philippe Baden Powell, Marcelo Pretto, Simone Sou… Como conquistou essa turma toda? A menina de vida cigana, meio paulista (de nascença) meio brasiliense (de vida e “orgulho”) tem “muque”, como diz. Mas também contou com a sorte e os acasos. “Sou o próprio Facebook em pessoa”, brinca.
Ligiana começou como cantora barroca. Estudou durante dois anos em um conservatório na Holanda. Cansou do “sofrimento” e fugiu para a Itália. O drama clichê de tantos aventureiros fez Ligiana se arriscar nos bares. Mas, daí, Bach e as demais referências eruditas tiveram de dar lugar à música popular. E ela se descobriu. “Me dei conta que me sentia mais à vontade e mais feliz”, diz.
Da Itália, Ligiana foi para Paris. E começou a levar a sério o envolvimento com o microfone e a composição. Fez doutorado em Musicologia e passou a fazer “shows mais interessantes”. Ali, teve contato com brasileiros conceituados como Siba, Renato Braz e Chico Buarque. E conheceu mais world music e o underground. Até que um dia num café, em meio a algumas anotações com o amigo Fernando Cavaco, viu que era o momento de encarar o(s) estúdio(s). Cavaco se tornou produtor em parceria com Alfredo Bello. E o interesse de Ligiana pelas sonoridades acústicas resultou num trabalho bem apurado com forte diálogo com o samba e influências do jazz e do batuque da umbanda. “O samba é o chão desse trabalho”, conceitua.
O repertório é apurado. Tem preciosidades de Cartola e Heitor dos Prazeres (Consideração) e Luiz Peixoto e José Maria de Abreu (Pandeiro do Brasil), passa pelo contemporâneo Philippe Baden Powell (Festa no Olhar, com Rodrigo Alzuguir) e desemboca na autoral Onda. “É só lado B”, diz ela, que acrescentou Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio, com participação de Tom Zé, por uma relação com o passado.
Filha de Iemanjá com Xangô, a cigana, por ora, vive em São Paulo. Questionada sobre expectativas, Ligiana olha pela janela do café do Itaú Cultural e arremata, sem pretensões: ” As coisas se desvirtuaram tanto na minha vida, que eu quero acolher esse momento. Gosto das surpresas da vida, de provocar o destino. Mas agora quero fazer shows”.
Texto retirado do site: http://www.estadao.com.br
Myspace: http://www.myspace.com/ligiana
(recomendo Consideração – tô VICIADA!)

Para baixar o cd: http://nowdownloadall.com/join.asp?q=Ligiana%20-%20de%20amor%20e%20mar%20baixar&PID=ad188885-f0de-4cf1-a513-22bebf2bce5b&sw=1
Não dá vontade de pegar uma cerveja e passar o dia inteiro ouvindo isso na praia?

Grupo formado na Bahia nos anos 60 por Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Dadi, Galvão, Jorginho, Baixinho, Bolacha e Baby, estreou com o show “Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal” em 1968. Participaram do V Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1969 e gravaram seu primeiro disco, “É Ferro na Boneca”. Em 1971 mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde foram morar em uma cobertura no bairro de Botafogo. Nessa época o cantor e compositor João Gilberto passou uma temporada freqüentando o grupo, o que influenciou de forma decisiva os rumos musicais do conjunto, numa guinada do rock para a MPB. No ano seguinte mudaram-se para um sítio em Jacarepaguá, onde levavam uma vida comunitária, e lançaram “Acabou Chorare”, disco que, com sua mistura de rock, samba, frevo e choro, influenciou intérpretes, compositores e bandas dali em diante. O grupo se desfez em 1978, e praticamente todos os seus integrantes seguiram carreiras solo. Em 1997 o compositor Galvão escreveu o livro “Anos 70: Novos e Baianos.”
Texto retirado do site http://www.cliquemusic.com.br
Por que raios eu perdi esse show na virada cultural!?? Às vezes eu me odeio!
ps: esse DVD da Marisa Monte já é assunto pra outro post, né Isa? hahahahaha
Pra quem curtiu, aqui está um dos melhores CD`s: Acabou Chorare (1972 )

Nem provas, nem trabalhos, nem seminários. Barulho: eis o carma de todo santo dia. O que fazer quando percebemos não ter controle sobre algo tão próximo?
O dia começa ao som de uma obra da Comgás. Talvez não fosse muito querer paz ao amanhecer, mas não… Britadeiras, caminhões, trabalhadores aos berros, buzinas – tudo isso apenas a extensão do que fora a madrugada inteira. Sem problemas, ainda haveria muitas horas até o cessar do dia, e aquele incômodo matutino não acabaria com o humor de uma simples estudante.
Nada de passarinhos cantantes para compor a trilha sonora do café da manhã. Somente o chacoalhar do liquidificador, o “plim” da torradeira e o interfone a tocar desesperadamente, até que uma boa alma resolvesse receber a corriqueira notícia a respeito da quinquagésima manutenção do elevador no ano. Uma conversa com a empregada sobre o capítulo perdido da novela de ontem anima a manhã, que ainda não estava de toda perdida.
O computador é ligado: o trabalho deve começar. Pesquisas, Google, reportagens, crônicas e afins. Quando menos se espera, uma “orquestra tecnológica” já é pano de fundo do que era para ser supostamente um momento de concentração, de estudo. O MSN, Twitter e Youtube são tratados como integrantes fundamentais do pacote de metas que deve ser seguido por um cumpridor de imposições acadêmicas. O destino, porém, proporciona momentos ímpares a moradores de prédio. Um exemplo disso é a diversidade de vizinhos que acabam fazendo parte do cotidiano. Alguns jogam bola na quadra, vociferando palavras da mais incrível amplitude vocabular que um ser humano pode conhecer. Outros buscam carreira na Broadway – e esses são os mais interessantes. Como se concentrar em qualquer leitura que trata de Nietzsche com uma pessoa no andar acima cantando energicamente Somewhere Over the Rainbow? Como se não bastasse, o telefone se assemelha ao de um escritório; é incrível como as operadoras de Telemarketing e agências bancárias acreditam na disponibilidade eterna do titular do apartamento (em plena Idade Contemporânea!). Sim, as pessoas trabalham.
Após as trabalhosas tentativas de driblar tantos ruídos, uma mudança de ambiente talvez seja a solução. Talvez não. A ligação entre a atmosfera sóbria do “lar-doce-lar” e a agitação da faculdade é feita pela Avenida Paulista. Carros e ônibus que não sinalizam, motos suicidas recordistas de buzina, guardas de trânsito com seus apitos imponentes: tudo isso compõe a mais pura essência de São Paulo.
Finalmente, a sala de aula. O entusiasmado professor discute Rousseau. Contrato social? Nunca haveria de dar certo em uma sociedade, se tomássemos por base a amostra que ali se encontrava, de mais ou menos quarenta e dois estudantes, na faixa dos dezenove anos. O zumbido que vem do fundo ecoa na frente, compondo uma mescla com o som do ventilador velho e com o triângulo do ambulante que cantarola um forró desajeitado na porta da Gazeta. Conversas, risadas, fofocas e brincadeiras nos levam de volta a uma época em que meninas brincavam de boneca e meninos de carrinhos. Como entender qualquer teoria social em meio a um contexto de completa celebração dionisíaca? O momento da renúncia parecia próximo. O melhor a fazer era voltar para onde tudo começou: barulho por barulho, melhor debaixo do cobertor.
Eu não sei por que raios ainda não tinha colocado In Rainbows do Radiohead aqui. Simplesmente é um dos melhores cds que existem! Serei breve e direta: o meu maior arrependimento da vida foi não ter ido ao show deles esse ano.
“In Rainbows”, é um dos melhores do Radiohead. A primeira música que figura no winzip depois de baixada é “15 Step”. “One by one, come to us all”, um por um por, venham todos a nós, diz Thom Yorke em meio a batidas distorcidas e guitarras foras do tom. O estado de suspensão do tempo que o Radiohead já havia provocado em “Idioteque” e, em certa medida, em “Everything in Its Right Place” (ambas de “Kid A”) está de volta. Então você vai até eles –você já os baixou.
“Bodysnatchers”, um rock sincopado com vocais indistintos, é um dos pontos altos do álbum e leva a “Nude”, música cuja ambiência bela e lúgubre sintetiza o espírito da banda, e você está imerso nele agora.
Com vozes que se perdem ao longe, “Weird Fishes/Arpeggi” oferece pouca saída para uma respiração tranqüila. As guitarras delicadamente autoritárias de Ed O’Brien e Jonny Greenwood são as mãos que o levam para onde os arco-íris surgem.
De modo estranho, “All I Need” (que diz “você é tudo do que preciso”) complementa “House of Cards” (“não quero ser seu amigo, quero ser seu amante”), que tem a estrutura simples de uma música pop qualquer, mas tem o design do Radiohead, com curvas infintas, cordas que caem do teto. E cordas de violinos são as fundações da curta e linda “Faust Arp”.
Por isso e por mais, “In Rainbows” é um dos discos de 2007 e uma maneira coerente de comemorar os dez anos do assombroso “OK Computer”.
Aliás, é apropriado dizer disco?
Texto retirado do site http://musica.uol.com.br
http://www.4shared.com/file/41240668/9783d3f6/Radiohead-2007-In_Rainbows_CD1_.html?s=1 http://www.4shared.com/file/41245328/c2fa242b/Radiohead-2007-In_Rainbows_CD2_.html?s=1